terça-feira, 20 de março de 2012

Aneel marca novo leilão de transmissão e de ICGs para 20 de abril

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (20/3) o edital do próximo leilão de transmissão, marcado para 20 de abril. O evento acontece a partir das 10h na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, e envolverá concessões para construção e operação de linhas e substações da Rede Básica e de centrais de conexão compartilhada (ICGs) - estruturas que vão escoar a geração de parques eólicos.

Os empreendimentos serão oferecidos em quatro lotes, sendo que o B e o C contém as ICGs. Os prazos para entrada em operação comercial são de 20 meses, exceto para o lote D, que terá 22 meses. A Receita Anual Permitida (RAP) - remuneração paga ao consrutor e operador das estruturas - dos projetos soma R$58 milhões. As instalações compreendem obras nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia e Minas Gerais.

O certame ainda trará uma novidade em suas regras. Os investidores interessados na disputa dos lotes precisarão apresentar os envolopes com suas propostas até dois dias antes da licitação. A medida tem como objetivo, além de não fazer com que as empresas deixem para entregar os lances na última hora, permitir que a Aneel saiba com antecedência qual será o nível de competitividade de cada lote.

"Se determinado lote tem apenas um proponente, poderia até ter a decisão do Poder Concedente de tirar e fazer (o leilão) depois, tomar essa decisão a tempo", explicou Nelson Hubner, diretor-geral do órgão regulador.

Os diretores também discutiram que as áreas técnicas da Aneel devem estudar aprimoramentos nas regras para que os transmissores que atrasarem suas obras e, com isso, prejudicarem geradores, compensem isso de alguma maneira.

Uma proposta surgida durante a audiência pública do edital do leilão trouxe a sugestão de que a RAP que deveria ser paga à transmissora fosse direcionada para o gerador até a conclusão da linha. A ideia não foi aceita de bate-pronto, mas Hubner e o relator do edital, Julião Coelho, destacaram a importância de algum mecanismo semelhante. (Jornal da Energia)


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Associações lançam campanha pró-mercado livre

Nove entidades ligadas ao setor elétrico se reuniram em uma campanha em favor do mercado livre. Programada para ser lançada na próxima quarta-feira (21/3), a iniciativa apresentará as vantagens de se tornar um agente do ambiente de comercialização livre (ACL). Segundo Reginaldo Medeiros, presidente da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica, a ampliação desse setor é vista como fundamental para dar competitividade para economia brasileira.

"Em média, quando um consumidor migra para o mercado livre, ele economiza entre 10 e 15% nos custos com energia elétrica", destaca o executivo. Segundo ele, a campanha pretende ainda conscientizar as autoridades públicas, empresários e a sociedade sobre a importância de um ambiente de comercialização livre.

Medeiros também conta que os agentes estão receosos quanto ao destino que será dado à energia depreciada oriunda de usinas cuja concessão está por vencer nos próximos anos. "A gente está pleiteando que o mercado livre tenha acesso a essa energia; portanto, que não fique direcionado exclusivamente ao mercado cativo. Isso geraria uma distorção no mercado”, argumenta.

A campanha “2012 - Ano do Mercado Livre de Energia” será lançada oficialmente em Brasília e conta com apoio da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Infraestrutura Nacional. A ação é uma iniciativa da Abeeólica (agentes do setor de energia eólica), Abiape (investidores em autoprodução), Abrace (consumidores de energia), Abraceel (comercializadores), Abragel (geradores), Abragef (geração flexível), Abraget (geradores térmicos), Anace (consumidores de energia) e Apine (produtores independentes).

Durante o encontro, será apresentado um panorama da liberdade do consumidor brasileiro no setor elétrico frente aos principais países do mundo, bem como levantamentos que mostram como o mercado livre de energia pode aumentar a competitividade da economia brasileira e blindar o País contra a inflação. (Jornal da Energia)

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