quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

CEEE visa eólicas e recuperação na área de distribuição de energia

A estatal gaúcha CEEE, que prevê aportes de R$ 1,7 bilhão nos próximos três anos, pretende recuperar a atuação em suas áreas de atuação - geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. Para dar ter tal fôlego financeiro e cumprir o plano de obras, a CEEE negocian linhas de crédito com a Eletrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimentos Econômico e Social (BNDES), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Francesa. Com isso, a empresa espera aplicar R$ 640 milhões já neste ano.

Entre os planos citados pelo presidente da empresa, Sérgio Dias, está a atuação em energia eólica, já que o Rio Grande do Sul foi um dos estados pioneiros no aproveitamento dessa fonte no País. “Vamos buscar parceiras para o A-3 com eólicas. O Sul não tem perfil para hidrelétricas e as térmicas movidas a carvão eram a alternativa, mas continuam com restrições. As eólicas, que neste leilão tiveram preços bem baixos, por conta da oferta, deverão (ver a tarifa) cair ainda mais”, explica Dias.

O executivo da CEEE também fala sobre negociações em andamento para parcerias internacionais. A companhia mantém conversas com chineses - com quem já se aliou em leilões de transmissão - e europeus. "Os chineses são tranquilos e, por isso, criamos um canal de acesso. Porém, um grupo espanhol está interessado em parcerias para projetos eólicos. Atualmente, a economia brasileira está sólida e o País um porte seguro para investimentos”.

No parque gerador hídrico, a CEEE, que detém 11 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), está num processo investimento nas usinas existentes. “Na verdade, não se trata de repotencialização - é como se fossem usinas novas”, diz o executivo, referindo-se às PCHs Juizinho, que sairá de 1MW para 15 MW; Bugres, próxima a Canelas, que irá de 11MW para 18MW; e Santa Rosa, que deve ir de 1MW para 7,5MW, entre outros projetos.

O setor de distribuição de energia elétrica também será um dos focos de atenção da empresa, que diz precisar aprimorar a área. “Nós estávamos com um déficit de investimentos, obras atrasadas e pedimos a repactuação de débitos na agência reguladora. Por isso, vamos investir”, explica Dias.

Para dar ainda mais suporte ao crescimento, Dias também destaca a parceria fechada com a Eletrobras Eletrosul. A empresa assinou um protocolo de intensões com a estatal federal para cooperação técnica em transmissão e está formando um Sociedade de Propósito Específico (SPE) com Eletrosul e Copel para a linha de Salto Santiago.

Além disso, a CEEE planeja atuar na construção de uma linha de transmissão de 525kV ligando Nova Santa Rita até o extremo sul do Estado - vista como estratégica para o escoamento da energia de parques eólicos no extremo sul do estado. “Essa linha vai ser fundamental para levar mais de 4GW de energia eólica daquela região”, avalia. (Jornal da Energia)



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