A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o país deve enfrentar o desafio de desenvolver de maneira sustentável os setores industrial, agropecuário e energético, alertando que o aumento da participação de usinas hidrelétricas sem reservatórios (fio d"água) e de centrais eólicas elevará o uso de termelétricas, que são mais poluentes. Em cerimônia do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a presidente voltou a defender um modelo de desenvolvimento que combine crescimento econômico com proteção do meio ambiente e distribuição de renda.
"Estamos mostrando que é possível fazer o que muitos pensavam ser impossível. Mostramos que é possível crescer e preservar, que é possível crescer e distribuir renda. Agora teremos de ter um cuidado muito grande com a redução das emissões geradas pelo setor de energia", discursou Dilma.
Para Dilma, as hidrelétricas a fio d"água, que funcionam praticamente com a força do fluxo do rio, e as eólicas são geradoras voláteis, o que leva a um aumento da presença de termelétricas no parque
gerador brasileiro. "Nós temos de enfrentar o fato de que se nós continuarmos a fazer hidrelétricas a fio d"água, haverá uma tendência inexorável de aumento das térmicas na nossa matriz. E uma térmica é muito mais poluente que uma hidrelétrica com reservatório."
As usinas a fio d"água foram a solução encontrada pelo governo para construir hidrelétricas na região amazônica sem inundar grandes áreas de floresta. É o caso do projeto de Belo Monte (PA), por exemplo. Porém, sem reservatórios, elas praticamente não conseguem estocar água para usar na época das secas. Assim, quando não chover, elas reduzirão de modo significativo sua capacidade de geração, obrigando o governo a mandar ligar térmicas para compensar.
O mesmo raciocínio vale para as usinas eólicas, que não conseguem gerar quando não está ventando.
A presidente comemorou os dados do desmatamento da Amazônia Legal anunciados pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a taxa de desmatamento em 2011/12 ficou em 4.571 quilômetros quadrados, considerada a menor "em toda a história" pela ministra. Estimativa preliminar da pasta, divulgada em novembro de 2012, previa uma área de 4.656 km² desmatados entre agosto de 2011 e julho de 2012. (Brasil Econômico)
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