quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Aneel adia o plano nacional de troca de medidores eletrônicos

Implantação de medidores eletrônicos só deve voltar a ser discutida em meados de 2011

A definição da estratégia de substituição do parque nacional de medidores eletromecânicos por aparelhos eletrônicos foi adiada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A ideia inicial, que compreendia a troca de 60 milhões de medidores ao longo de 10 anos, foi colocada “na geladeira”, segundo afirmou à reportagem do Jornal da Energia, nesta terça-feira (28/09), o superintendente de regulação dos serviços da distribuição da Aneel, Paulo Silvestri Lopes.

Segundo ele, a agência reguladora irá, primeiramente, definir quais são as funcionalidades dos medidores que deverão ser adotados pelas distribuidoras para, então, traçar uma meta de substituição do atual parque de medição. “Chegamos a pensar em fazer a troca de todo parque em um horizonte de médio prazo, em 10 anos, mas isso será discutido novamente”, disse. O especialista afirma que a velocidade do plano dependerá da capacidade da indústria em atender à demanda e ao custo de implantação dos equipamentos.

Nesta terça, a agência abriu audiência pública para receber contribuições com o propósito de justamente definir as características desses medidores. Silvestri disse que, assim que finalizada essa etapa, terá início a discussão sobre o plano nacional de medidores. O especialista ainda afirmou que serão somadas a esse processo as conclusões do grupo de trabalho do Ministério de Minas e Energia que está estudando a implantação das redes inteligentes no País, bem como estudos que estão sendo desenvolvidos pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). “Estimo que em meados do ano que vem, começaremos a discutir a implantação do plano”.

O executivo ainda revelou que o governo cogita a possibilidade de utilizar os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de encargos do setor elétrico, como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para financiar a substituição dos aparelhos. Silvestri diz que o objetivo principal do órgão regulador é criar uma forma de onerar o mínimo possível a tarifa de energia elétrica com a implantação dos novos aparelhos.

Funcionalidades
O superintendente da Aneel também falou que, durante reunião realizada com representantes da indústria fornecedora de medidores eletrônicos, foi levantada a possibilidade de estipular o medidor de quatro quadrantes como o modelo padrão. Este tipo de equipamento, de alta tecnologia, permite, além de outras coisas, mensurar o montante de energia que um consumidor está injetando na rede, por meio de uma fonte própria de geração, como um painel fotovoltaico. “A indústria diz que não há diferença de custo entre esse equipamento e um outro mais simples. Se isso for verdade, acho que devemos adotar esse modelo”, explicou. (Jornal da Energia)
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