As empresas de energia elétrica são as campeãs de rentabilidade entre as companhias de capital aberto no Brasil. Nos últimos cinco anos, elas lideraram um grupo de nove companhias que conseguiram manter um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) acima de 30% ao ano, segundo levantamento feito pela empresa de informação financeira Economática.
O trabalho mostra que, das nove empresas, cinco são do setor de energia elétrica. São elas: AES Tietê, Companhia Energética do Maranhão, Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), Elektro e Tractebel.
Uma das explicações para o resultado é que, normalmente, as empresas de energia são grandes pagadoras de dividendos. Ao distribuir quase todo o lucro, ela não altera o patrimônio líquido, que é um dos fatores para determinar a rentabilidade da empresa, explica o analista da agência de classificação de risco, Standard & Poor"s, Reginaldo Takara. Além disso, em algumas dessas empresas, o grosso do investimento já foi feito no passado. Agora o gasto é só com manutenção e operação.
A diretora de Relações com Investidores da AES Tietê, Clarissa Sadock, explica que a empresa não tinha um plano de expansão da capacidade instalada nos últimos anos. Com um fluxo de caixa alto e nível de endividamento extremamente baixo, a companhia distribuiu todo o lucro. "A empresa é redonda e segura. Cerca de 95% da nossa energia está contratada até 2015 com a Eletropaulo (distribuidora do mesmo grupo)", observou ela.
Daqui para frente, no entanto, a empresa, cuja rentabilidade está em torno de 150%, deverá seguir um plano de expansão do parque gerador para cumprir determinações do governo do Estado. De acordo com o contrato de concessão, as empresas privatizadas teriam de ter elevado em 15% (400 MW) sua capacidade instalada até 2007.
Plano de expansão. Sem novos potenciais hidrelétricos no Estado, a exigência foi deixada de lado. Agora a AES Tietê planeja construir uma térmica a gás natural, de 500 MW, para se enquadrar nas regras. O projeto está em fase de estudos ambientais e deve demorar uma ano e meio para ser concluído.
Outra empresa campeã em rentabilidade é a Tractebel, da franco-belga Suez. Nesse caso, o plano de expansão da companhia, cujo parque gerador é de 3.265 MW médios, está de vento em popa. "Nossos projetos têm orçamentos bem estruturados e bons retornos", diz o presidente da empresa, Manoel Zaroni, ao explicar a rentabilidade de 33% da Tractebel no ano passado.
Segundo ele, a receita para conseguir um retorno sustentável, acima de 30% ao ano, é segurar os gastos para ter um custo operacional baixo. Outra estratégia é destinar parte da energia para o mercado livre. Hoje, 30% da geração vai para grandes consumidores, diz o executivo. "Tudo precisa de uma inteligência de mercado. Precisamos saber contratar a energia no momento certo, porque o preço oscila."
O analista Ricardo Correa, da Ativa Corretora, lembra que essas empresas de energia têm sido fortemente beneficiada pelo crescimento econômico. Com mais demanda, a indústria e o consumidor residencial usam mais eletricidade. Isso eleva as receitas das companhias do setor, sejam geradoras ou distribuidoras, como é o caso de Coelba, Cemar e Elektro. Outras elétricas não estão na lista porque não têm capital aberto.(o Estado de S. Paulo)
O trabalho mostra que, das nove empresas, cinco são do setor de energia elétrica. São elas: AES Tietê, Companhia Energética do Maranhão, Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), Elektro e Tractebel.
Uma das explicações para o resultado é que, normalmente, as empresas de energia são grandes pagadoras de dividendos. Ao distribuir quase todo o lucro, ela não altera o patrimônio líquido, que é um dos fatores para determinar a rentabilidade da empresa, explica o analista da agência de classificação de risco, Standard & Poor"s, Reginaldo Takara. Além disso, em algumas dessas empresas, o grosso do investimento já foi feito no passado. Agora o gasto é só com manutenção e operação.
A diretora de Relações com Investidores da AES Tietê, Clarissa Sadock, explica que a empresa não tinha um plano de expansão da capacidade instalada nos últimos anos. Com um fluxo de caixa alto e nível de endividamento extremamente baixo, a companhia distribuiu todo o lucro. "A empresa é redonda e segura. Cerca de 95% da nossa energia está contratada até 2015 com a Eletropaulo (distribuidora do mesmo grupo)", observou ela.
Daqui para frente, no entanto, a empresa, cuja rentabilidade está em torno de 150%, deverá seguir um plano de expansão do parque gerador para cumprir determinações do governo do Estado. De acordo com o contrato de concessão, as empresas privatizadas teriam de ter elevado em 15% (400 MW) sua capacidade instalada até 2007.
Plano de expansão. Sem novos potenciais hidrelétricos no Estado, a exigência foi deixada de lado. Agora a AES Tietê planeja construir uma térmica a gás natural, de 500 MW, para se enquadrar nas regras. O projeto está em fase de estudos ambientais e deve demorar uma ano e meio para ser concluído.
Outra empresa campeã em rentabilidade é a Tractebel, da franco-belga Suez. Nesse caso, o plano de expansão da companhia, cujo parque gerador é de 3.265 MW médios, está de vento em popa. "Nossos projetos têm orçamentos bem estruturados e bons retornos", diz o presidente da empresa, Manoel Zaroni, ao explicar a rentabilidade de 33% da Tractebel no ano passado.
Segundo ele, a receita para conseguir um retorno sustentável, acima de 30% ao ano, é segurar os gastos para ter um custo operacional baixo. Outra estratégia é destinar parte da energia para o mercado livre. Hoje, 30% da geração vai para grandes consumidores, diz o executivo. "Tudo precisa de uma inteligência de mercado. Precisamos saber contratar a energia no momento certo, porque o preço oscila."
O analista Ricardo Correa, da Ativa Corretora, lembra que essas empresas de energia têm sido fortemente beneficiada pelo crescimento econômico. Com mais demanda, a indústria e o consumidor residencial usam mais eletricidade. Isso eleva as receitas das companhias do setor, sejam geradoras ou distribuidoras, como é o caso de Coelba, Cemar e Elektro. Outras elétricas não estão na lista porque não têm capital aberto.(o Estado de S. Paulo)